Hoje, um dia de sol e chuva. Nuvens velozes e chuvisqueiros.
Finalmente tive um pouco de tempo para trabalhar no jardim-horta.
Plantei cenouras e rabanetes, colhi couve e rúcula.
Guardei sementes de feijão-miudo.
Resolvi proteger todas as mudas de árvores que nascem nos canteiros. E nascem muitas por que, imaginem, num Jardim Botânicos há muitas árvores e, portanto, muitas sementes. Então salvei uma muda de espinheira santa e uma menorzinha de canafistula. Eu faço assim: retiro do canteiro com todo cuidado e passo para um saco plástico com composto. Depois que elas crescerem, farei delas um presente para alguém que queira plantar.
Ganhei o dia!!!
Um canteiro, um vaso, algumas plantas. Sementes da mente atenta, cuidados com o solo da imaginação. Abundância e felicidade.
sexta-feira, 26 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
O Trabalho do dia
Acabei de chegar da horta. Hoje foi um dia muito produtivo. Pela manhã, carregamos palha (eu e as estagiárias Amanda e Ana)para cobrir os canteiros. Alguns balaios bem carregados, junto algumas folhas de gravatá e, portanto, espinhos. Mas penso que o Gravatá, afeiçoado a terras acidas, deve ter calcio em suas folhas e isso vai ajudar o solo da horta.
Depois garimpei o composto antigo, escondido entre montes de restos vegetais. Meio seco porém com pedaços de casca de ovo e muitas minhocas.
Preparei o canteiro da ferradura, distribui uma camada generosa de composto e cobri com a palha. Ficou pronto para plantar. Vou buscar algumas mudas daqui a pouco.
De tarde, reformei uma das espirais de ervas. Arranquei algumas plantas, podei a salvia, que persiste há tanto tempo no canteiro com suas flores vermelhas. depois coloquei composto e plantei mudas de Zinia, duma variedade gigante que compraram para o JB.
Feliz, atingi meus objetivos. Agora, espero uma chuva mansa durante a noite...
Depois garimpei o composto antigo, escondido entre montes de restos vegetais. Meio seco porém com pedaços de casca de ovo e muitas minhocas.
Preparei o canteiro da ferradura, distribui uma camada generosa de composto e cobri com a palha. Ficou pronto para plantar. Vou buscar algumas mudas daqui a pouco.
De tarde, reformei uma das espirais de ervas. Arranquei algumas plantas, podei a salvia, que persiste há tanto tempo no canteiro com suas flores vermelhas. depois coloquei composto e plantei mudas de Zinia, duma variedade gigante que compraram para o JB.
Feliz, atingi meus objetivos. Agora, espero uma chuva mansa durante a noite...
terça-feira, 9 de março de 2010
As plantas também tem alma
Sensíveis a palavras e carícias, plantas também têm uma 'alma'
Ouvir uma voz amiga e persuasiva faz bem. Uma carícia influencia o comportamento, lhe move para o território sentindo-o, atento aos sinais hostis. Até agora, pensávamos que só o gênero humano e os animais tivessem esses dons. Pelo contrário, não: também no mundo da botânica, sensações, percepções e avaliações do momento, quase um embrião de inteligência e de alma, existem. Estudos científicos da Universidade de Bonn, na Alemanha, e pesquisadores norte-americanos é que nos revelam isso.
A reportagem é de Andrea Tarquini, publicada no jornal La Repubblica, 12-01-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
O som de uma voz que lhe saúda faz bem para as plantas. As raízes orientam seu crescimento subterrâneo e dialogam entre si com emissões de substâncias químicas. Algumas flores reagem ao contato da mão do homem, outras atraem os insetos produzindo mais pólen, porque, em troca, os insetos lhes livram dos parasitas.
Por isso, fiquem atentos cada vez que forem comprar uma planta para o jardim, para a sacada, a janela ou para a sala. As plantas também têm uma alma, uma vida de emoções. Lentíssima com relação a homens e animais – porque o mundo da botânica não dispõe de um sistema nervoso –, mas que funciona e deve ser respeitada.
"Para nós, existem pouquíssimas diferenças entre o mundo botânico e a fauna", explica o professor Dieter Volkmann, da Universidade de Bonn, ao jornal alemão Die Welt, que dedicou uma página inteira ao assunto. "As plantas – explica – não têm nervos como o gênero humano ou as espécies animais, mas dispõem de estruturas comparáveis".
Os sinais químicos viajam através de uma planta em velocidade infinitamente mais lenta do que no corpo humano: um centímetro por segundo, 10 mil vezes menos veloz do que da pele humana ao cérebro. Porém, o sinal comunica mensagens.
Essa "alma das plantas" se expressa de diversos modos. As raízes reconhecem se estão crescendo perto de outras plantas da mesma espécie, e então limitam o seu crescimento para não retirar espaço vital. Ou desviam o seu desenvolvimento de cada ponto do terreno em que sentem substâncias nocivas. E não acaba por aí.
As experiências provaram que, se você cultivar dois pés de tomate um ao lado do outro e falar com um mais do que o outro, o primeiro cresce melhor. Talvez seja assim até porque, falando, o ser humano emite gás carbônico, vital para as plantas. Mas é notável a recente experiência na Toscana de videiras que cresceram melhor ao som da música de Mozart. A reação aos estímulos externos também é tátil: a mimosa é uma das plantas mais velozes a reagir. Se você acaricia uma folha, ela se fecha e se reabre depois de poucos minutos. Cientistas californianos cultivaram duas plantas de sementes de mostarda: a que foi acariciada cresceu baixa e larga, a que foi ignorada se desenvolveu só em altura.
Não faltam os sistemas de autodefesa. A acácia é capaz de reagir à ameaça dos animais que devoram suas folhas: quanto mais tempos são comidas, tanto mais velozmente aumenta no seu tecido a concentração de substâncias tóxicas.
Por isso, fiquem atentos às plantas. Pelo menos um quarto das mulheres que as cultivam em casa falam com elas. Muito mais raros são os homens com relação a esse hábito. O mais famoso é o príncipe Charles, do Reino Unido. Por coincidência, a estética da jardinagem inglesa é considerada a mais refinada do mundo.
Fonte:
http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=28885
Ouvir uma voz amiga e persuasiva faz bem. Uma carícia influencia o comportamento, lhe move para o território sentindo-o, atento aos sinais hostis. Até agora, pensávamos que só o gênero humano e os animais tivessem esses dons. Pelo contrário, não: também no mundo da botânica, sensações, percepções e avaliações do momento, quase um embrião de inteligência e de alma, existem. Estudos científicos da Universidade de Bonn, na Alemanha, e pesquisadores norte-americanos é que nos revelam isso.
A reportagem é de Andrea Tarquini, publicada no jornal La Repubblica, 12-01-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
O som de uma voz que lhe saúda faz bem para as plantas. As raízes orientam seu crescimento subterrâneo e dialogam entre si com emissões de substâncias químicas. Algumas flores reagem ao contato da mão do homem, outras atraem os insetos produzindo mais pólen, porque, em troca, os insetos lhes livram dos parasitas.
Por isso, fiquem atentos cada vez que forem comprar uma planta para o jardim, para a sacada, a janela ou para a sala. As plantas também têm uma alma, uma vida de emoções. Lentíssima com relação a homens e animais – porque o mundo da botânica não dispõe de um sistema nervoso –, mas que funciona e deve ser respeitada.
"Para nós, existem pouquíssimas diferenças entre o mundo botânico e a fauna", explica o professor Dieter Volkmann, da Universidade de Bonn, ao jornal alemão Die Welt, que dedicou uma página inteira ao assunto. "As plantas – explica – não têm nervos como o gênero humano ou as espécies animais, mas dispõem de estruturas comparáveis".
Os sinais químicos viajam através de uma planta em velocidade infinitamente mais lenta do que no corpo humano: um centímetro por segundo, 10 mil vezes menos veloz do que da pele humana ao cérebro. Porém, o sinal comunica mensagens.
Essa "alma das plantas" se expressa de diversos modos. As raízes reconhecem se estão crescendo perto de outras plantas da mesma espécie, e então limitam o seu crescimento para não retirar espaço vital. Ou desviam o seu desenvolvimento de cada ponto do terreno em que sentem substâncias nocivas. E não acaba por aí.
As experiências provaram que, se você cultivar dois pés de tomate um ao lado do outro e falar com um mais do que o outro, o primeiro cresce melhor. Talvez seja assim até porque, falando, o ser humano emite gás carbônico, vital para as plantas. Mas é notável a recente experiência na Toscana de videiras que cresceram melhor ao som da música de Mozart. A reação aos estímulos externos também é tátil: a mimosa é uma das plantas mais velozes a reagir. Se você acaricia uma folha, ela se fecha e se reabre depois de poucos minutos. Cientistas californianos cultivaram duas plantas de sementes de mostarda: a que foi acariciada cresceu baixa e larga, a que foi ignorada se desenvolveu só em altura.
Não faltam os sistemas de autodefesa. A acácia é capaz de reagir à ameaça dos animais que devoram suas folhas: quanto mais tempos são comidas, tanto mais velozmente aumenta no seu tecido a concentração de substâncias tóxicas.
Por isso, fiquem atentos às plantas. Pelo menos um quarto das mulheres que as cultivam em casa falam com elas. Muito mais raros são os homens com relação a esse hábito. O mais famoso é o príncipe Charles, do Reino Unido. Por coincidência, a estética da jardinagem inglesa é considerada a mais refinada do mundo.
Fonte:
http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=28885
segunda-feira, 8 de março de 2010
O Chamado das Árvores
No sábado, dia 6 de março,tivemos a satisfação de receber no Jardim Botânico a segunda edição do Workshop "O Chamado das Árvores", uma iniciativa do projeto Um milhão de Árvores. Dessa vez não veio Dorothy Maclean, uma das fundadoras da Findhorn Fundation localizada na Escócia. Ela tem mais de 90 anos e não viajará mais. Permanece em Findhorn participando das várias atividades desenvolvidas por esta instituição.
Para quem não sabe, Findhorn é uma comunidade espiritual, um centro de educação e uma das primeiras ecovilas do mundo. Dorothy e mais um casal de amigos criaram um jardim num terreno inóspito,numa praia escocesa, entre dunas de areia, pedregulhos e fustigado por ventos fortes e gelados. Fizeram um verdadeiro milagre, recebendo auxilio e instruções de mensagens vindas dos próprios vegetais que indicavam o quê como e onde plantar cada espécie. Atualmente, é um local de referência em espiritualidade e sustentabilidade, com mais de 600 moradores vindos de várias partes do mundo.
A história é comprida, mas para resumir, Dorothy é capaz de receber mensagens vindas dos Devas, seres planetários que guardam os padrões ou formas de todas as coisas, animadas ou não, que existem na natureza. As mensagens recebidas deram origem ao livro O Chamado das árvores, publicado no Brasil pela editora Irdin.
Este segundo workshop foi ministrado por Judy MacAllister, que trabalha com Dorothy a mais de uma década e que é considerada sua sucessora. No RS foi organizado pela arquiteta Marilda Romero e pelo terapeuta e professor Rodrigo Silveira.
Experimentamos várias meditações, conduzidas por Judy, que criaram condições de, pelo menos, tentarmos um contato com o mundo dévico. Foram momento marcantes e fortes, de muita amorosidade e gratidão, principalmente por nossas irmãs mais velhas, as árvores. Estes seres maravilhosos, que trazem harmonia, promovem o contato entre o Céu e a Terra e sustentam a complexidade da vida em nosso planeta, esperam pacientemente pelo nosso contato e consideração. Nos olham como seres ainda imperfeitos mas envolvidos num processo de evolução, caminhando para criar uma consciência mais ampla e amorosa. Ou, como nos disse Judy, " as árvores são como a pele da Terra".
Revendo minhas anotações do dia gostaria de encerrar esta postagem com uma frase de Judy.
"Não é tando o que você faz, mas como você faz. Faça tudo com amor . Gratidão, apreciação e amor são criações essencialmente humanas. Podemos e devemos escolher o que criar."
Para quem não sabe, Findhorn é uma comunidade espiritual, um centro de educação e uma das primeiras ecovilas do mundo. Dorothy e mais um casal de amigos criaram um jardim num terreno inóspito,numa praia escocesa, entre dunas de areia, pedregulhos e fustigado por ventos fortes e gelados. Fizeram um verdadeiro milagre, recebendo auxilio e instruções de mensagens vindas dos próprios vegetais que indicavam o quê como e onde plantar cada espécie. Atualmente, é um local de referência em espiritualidade e sustentabilidade, com mais de 600 moradores vindos de várias partes do mundo.
A história é comprida, mas para resumir, Dorothy é capaz de receber mensagens vindas dos Devas, seres planetários que guardam os padrões ou formas de todas as coisas, animadas ou não, que existem na natureza. As mensagens recebidas deram origem ao livro O Chamado das árvores, publicado no Brasil pela editora Irdin.
Este segundo workshop foi ministrado por Judy MacAllister, que trabalha com Dorothy a mais de uma década e que é considerada sua sucessora. No RS foi organizado pela arquiteta Marilda Romero e pelo terapeuta e professor Rodrigo Silveira.
Experimentamos várias meditações, conduzidas por Judy, que criaram condições de, pelo menos, tentarmos um contato com o mundo dévico. Foram momento marcantes e fortes, de muita amorosidade e gratidão, principalmente por nossas irmãs mais velhas, as árvores. Estes seres maravilhosos, que trazem harmonia, promovem o contato entre o Céu e a Terra e sustentam a complexidade da vida em nosso planeta, esperam pacientemente pelo nosso contato e consideração. Nos olham como seres ainda imperfeitos mas envolvidos num processo de evolução, caminhando para criar uma consciência mais ampla e amorosa. Ou, como nos disse Judy, " as árvores são como a pele da Terra".
Revendo minhas anotações do dia gostaria de encerrar esta postagem com uma frase de Judy.
"Não é tando o que você faz, mas como você faz. Faça tudo com amor . Gratidão, apreciação e amor são criações essencialmente humanas. Podemos e devemos escolher o que criar."
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
plantar devagar
Tem um texto do mestre vietnamita Thich Nhat Hahn que eu gosto muito. Chama-se "Os meios são o fim". Sempre procuro lembrar suas palavras quando pego as ferramentas e vou trabalhar na horta. Vou colocar aqui um pequeno trecho. O texto na integra pode ser encontrado no site http://www.viverconsciente.com/
Nós temos muitas chances para praticar. Sabemos que lavamos roupas, lavamos pratos, varremos o solo, cuidamos do jardim, há muitas coisas que vocês podem fazer, mas não façam isto do modo como fazem isto no mundo. Façam como uma prática, uma boa prática, e vocês serão recompensados imediatamente, saberão que estão lidando com sua energia de hábito. A energia de hábito nos diz: "rápido, rápido, vá, rápido, rápido, termine logo! O prazo final está próximo!", mas a prática está lhe dizendo o oposto: "não corra, desfrute, o aqui e o agora é a única coisa que você possui, a felicidade não pode ser possível fora do aqui e do agora", assim você tem duas coisas que contradizem uma à outra. Eis por que a palavra "treinamento" significa superar a energia de hábito lentamente e cultivar outra energia de hábito, que é boa. A energia de hábito que você quer cultivar é a capacidade de estar no aqui e agora, e viver todos os momentos de sua vida diária profundamente. Limpe as folhas, desfrute! Faça o café da manhã! Desfrute completamente deste ato de arte culinária. Lave os pratos! Desfrute completamente o ato de lavá-los.
Diariamente no Mosteiro eu lavo os pratos, diariamente eu fervo o arroz e cuido das flores, das plantas, e minha prática é de desfrutar todos os minutos enquanto estou fazendo estas coisas. Sim, escrever um poema é maravilhoso, escrever um artigo é maravilhoso, dar uma palestra de Dharma é maravilhoso, mas é igualmente maravilhoso cuidar do arbusto, cuidar das plantas, lavar os pratos e assim por diante. Por ser muito enriquecedor, muito recompensador, isto pode trazer muita paz, alegria e solidez para você.
Nós temos muitas chances para praticar. Sabemos que lavamos roupas, lavamos pratos, varremos o solo, cuidamos do jardim, há muitas coisas que vocês podem fazer, mas não façam isto do modo como fazem isto no mundo. Façam como uma prática, uma boa prática, e vocês serão recompensados imediatamente, saberão que estão lidando com sua energia de hábito. A energia de hábito nos diz: "rápido, rápido, vá, rápido, rápido, termine logo! O prazo final está próximo!", mas a prática está lhe dizendo o oposto: "não corra, desfrute, o aqui e o agora é a única coisa que você possui, a felicidade não pode ser possível fora do aqui e do agora", assim você tem duas coisas que contradizem uma à outra. Eis por que a palavra "treinamento" significa superar a energia de hábito lentamente e cultivar outra energia de hábito, que é boa. A energia de hábito que você quer cultivar é a capacidade de estar no aqui e agora, e viver todos os momentos de sua vida diária profundamente. Limpe as folhas, desfrute! Faça o café da manhã! Desfrute completamente deste ato de arte culinária. Lave os pratos! Desfrute completamente o ato de lavá-los.
Diariamente no Mosteiro eu lavo os pratos, diariamente eu fervo o arroz e cuido das flores, das plantas, e minha prática é de desfrutar todos os minutos enquanto estou fazendo estas coisas. Sim, escrever um poema é maravilhoso, escrever um artigo é maravilhoso, dar uma palestra de Dharma é maravilhoso, mas é igualmente maravilhoso cuidar do arbusto, cuidar das plantas, lavar os pratos e assim por diante. Por ser muito enriquecedor, muito recompensador, isto pode trazer muita paz, alegria e solidez para você.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Desenvolver a atenção
Este nosso Jardim não é algo técnico. É uma forma de retorno as coisas simples da vida e uma chance de redescobrir a beleza que existe em cada detalhe, em cada canteiro, em cada flor. A jardinagem deve ser feita de forma meditativa e amorosa. Então, achei legal colocar este texto do Osho aqui.
Desenvolver a Atenção
Aonde quer que sua atenção focalize,
Nesse mesmo ponto,
Experiencie.
Nessa técnica, primeiramente você precisa desenvolver atenção. Você precisa desenvolver um tipo de atitude atenta, só assim essa técnica se tornará possível, assim então onde quer que sua atenção ilumine você pode experienciar: você pode experienciar a si mesmo.
Apenas olhando para uma flor, você pode experienciar a si próprio. Então olhar para uma flor não é somente olhar para uma flor, mas para o observador também; mas somente se você conhece o segredo da atenção.
Você também olha para uma flor e você pode achar que você está olhando para a flor, mas você começou a pensar sobre a flor, e a flor é perdida. Você não está mais lá, você foi para um outro lugar, você foi embora. Por atenção significa que quando você está olhando para uma flor, você está somente olhando para uma flor e não fazendo nada mais; como se a mente tivesse parado, como se agora não houvesse mais nenhum pensar e somente uma simples experiência da flor presente lá...
Atenção significa um alerta silencioso sem nenhum pensamento interferindo. Desenvolva isso. Você pode desenvolver isso apenas fazendo-o; não existe outra maneira. Pratique-o mais e você irá desenvolvê-lo. Nada fazendo, em qualquer lugar, tente desenvolvê-lo.
Você está viajando num carro, ou num trem. O que você está fazendo lá? Tente desenvolver a atenção; não desperdice tempo. Por meia hora você estará no trem: desenvolva a atenção: Apenas esteja lá presente. Não pense. Olhe para alguém, olhe para o trem ou olhe para fora, mas seja o olhar, não pense em nada. Pare de pensar. Esteja presente e olhe. Seu olhar se tornará direto, penetrante e de toda parte seu olhar será refletido de volta e você ficará cônscio do observador.
Você não está cônscio de si mesmo porque há uma parede. Quando você olha para uma flor, primeiro seus pensamentos alteram seu olhar; eles dão sua própria cor. Então esse olhar vai para a flor. Ele retorna, mas então novamente seus pensamentos dão a ele uma outra cor diferente. E quando ele retorna nunca encontra você presente. Você foi para algum outro lugar, você não está lá presente.
Todo olhar retorna; tudo é refletido, respondido, mas você não está lá presente para receber isso. Então esteja lá para recebê-lo. O dia todo você pode tentar isso em muitas coisas, e pouco a pouco você irá desenvolver a atenciosidade. Com essa atenciosidade faça isso:
Onde quer que sua atenção focalize,
Nesse mesmo ponto,
Experiencie.
Então olhe para algum lugar, mas simplesmente olhe. A atenção iluminou-se, e você irá experienciar a si próprio. Mas a primeira exigência é ter a capacidade de estar atento. E você pode praticá-la. Não há nenhuma necessidade disso tomar um tempo extra.
O que quer que você esteja fazendo; comendo, tomando banho, de pé sob o chuveiro; apenas esteja atento. Mas qual é o problema? O problema é que fazemos tudo com a mente, e estamos continuamente planejando para o futuro. Você pode estar viajando num trem, mas sua mente pode estar organizando outras viagens; programando, planejando. Pare com isso.
Um monge zen, Bokuju, disse, Essa é a única meditação que conheço. Enquanto como, eu só como. Enquanto caminho, eu só caminho. E quando sinto sono, eu durmo. O que quer que aconteça, acontece. Eu nunca interfiro .
Isso é tudo que há; não interfira. E o que quer que aconteça, deixe acontecer; simplesmente esteja lá presente. Isso irá lhe dar atenciosidade. E quando você tiver atenção, essa técnica está em suas mãos...
Aonde quer que sua atenção ilumine,
Nesse mesmo ponto,
Experiencie.
Apenas lembre-se de você mesmo.
Há uma razão profunda devido a qual essa técnica pode ser de ajuda. Você pode jogar uma bola e atingir a parede; a bola irá retornar. Quando você olha para uma flor ou para um rosto, uma certa energia está sendo lançada; seu olhar é energia. E você não está cônscio que, quando olha, você está investindo alguma energia, você está lançando alguma energia. Uma certa quantidade de sua energia, de sua energia de vida, está sendo lançada.
Eis porque você se sente exaurido após olhar na rua o dia todo: pessoas passando, anúncios, a multidão, as lojas. Olhando para tudo você se sente exaurido e então você quer fechar seus olhos para relaxar. O que aconteceu? Por que você está se sentindo tão cansado? Você esteve jogando fora energia.
Buda e Mahavira ambos insistiam que seus monges não deviam olhar demais; eles deviam se concentrar no chão. Buda diz que você só pode olhar até adiante de seus pés. Não olhe para lugar nenhum. Olhe somente para o caminho onde você está se locomovendo.
Olhar quatro pés adiante é o bastante, porque quando você caminhou quatro pés, novamente você estará olhando a distância de quatro pés adiante. Não olhe mais do que isso, assim você não irá desperdiçar energia desnecessariamente.
Quando você olha, você está lançando uma certa quantidade de energia. Espere, fique silencioso, permita essa energia retornar. E você ficará surpreso. Se você permitir a energia retornar, você nunca irá se sentir cansado. Faça isso. Amanhã de manhã, tente-o Seja silencioso, Olhe para algo. Fique em silêncio, não pense nisso, e espere pacientemente por um simples momento; a energia retornará; de fato, você pode ser revitalizado.
As pessoas me perguntam continuamente. Eu continuo lendo continuamente, assim eles me perguntam, "Por que seus olhos ainda estão ok? Você devia estar usando lentes há muito tempo ".
Você pode ler, mas se você está lendo silenciosamente sem nenhum pensamento, a energia retorna. Ela nunca é desperdiçada. Você nunca se sente cansado. Por toda minha vida eu estive lendo doze horas por dia, às vezes até dezoito horas por dia, mas nunca senti nenhum cansaço. Nunca senti nada em meus olhos, qualquer cansaço.
Sem pensamento a energia retorna; não há nenhuma barreira. E se você estiver lá presente para reabsorvê-la, e essa reabsorção é rejuvenescedora. Ao invés de seus olhos se sentirem cansados eles ficam mais relaxados, mais vitalizados, repletos de energia.
Osho, em "The Book of Secrets"
Desenvolver a Atenção
Aonde quer que sua atenção focalize,
Nesse mesmo ponto,
Experiencie.
Nessa técnica, primeiramente você precisa desenvolver atenção. Você precisa desenvolver um tipo de atitude atenta, só assim essa técnica se tornará possível, assim então onde quer que sua atenção ilumine você pode experienciar: você pode experienciar a si mesmo.
Apenas olhando para uma flor, você pode experienciar a si próprio. Então olhar para uma flor não é somente olhar para uma flor, mas para o observador também; mas somente se você conhece o segredo da atenção.
Você também olha para uma flor e você pode achar que você está olhando para a flor, mas você começou a pensar sobre a flor, e a flor é perdida. Você não está mais lá, você foi para um outro lugar, você foi embora. Por atenção significa que quando você está olhando para uma flor, você está somente olhando para uma flor e não fazendo nada mais; como se a mente tivesse parado, como se agora não houvesse mais nenhum pensar e somente uma simples experiência da flor presente lá...
Atenção significa um alerta silencioso sem nenhum pensamento interferindo. Desenvolva isso. Você pode desenvolver isso apenas fazendo-o; não existe outra maneira. Pratique-o mais e você irá desenvolvê-lo. Nada fazendo, em qualquer lugar, tente desenvolvê-lo.
Você está viajando num carro, ou num trem. O que você está fazendo lá? Tente desenvolver a atenção; não desperdice tempo. Por meia hora você estará no trem: desenvolva a atenção: Apenas esteja lá presente. Não pense. Olhe para alguém, olhe para o trem ou olhe para fora, mas seja o olhar, não pense em nada. Pare de pensar. Esteja presente e olhe. Seu olhar se tornará direto, penetrante e de toda parte seu olhar será refletido de volta e você ficará cônscio do observador.
Você não está cônscio de si mesmo porque há uma parede. Quando você olha para uma flor, primeiro seus pensamentos alteram seu olhar; eles dão sua própria cor. Então esse olhar vai para a flor. Ele retorna, mas então novamente seus pensamentos dão a ele uma outra cor diferente. E quando ele retorna nunca encontra você presente. Você foi para algum outro lugar, você não está lá presente.
Todo olhar retorna; tudo é refletido, respondido, mas você não está lá presente para receber isso. Então esteja lá para recebê-lo. O dia todo você pode tentar isso em muitas coisas, e pouco a pouco você irá desenvolver a atenciosidade. Com essa atenciosidade faça isso:
Onde quer que sua atenção focalize,
Nesse mesmo ponto,
Experiencie.
Então olhe para algum lugar, mas simplesmente olhe. A atenção iluminou-se, e você irá experienciar a si próprio. Mas a primeira exigência é ter a capacidade de estar atento. E você pode praticá-la. Não há nenhuma necessidade disso tomar um tempo extra.
O que quer que você esteja fazendo; comendo, tomando banho, de pé sob o chuveiro; apenas esteja atento. Mas qual é o problema? O problema é que fazemos tudo com a mente, e estamos continuamente planejando para o futuro. Você pode estar viajando num trem, mas sua mente pode estar organizando outras viagens; programando, planejando. Pare com isso.
Um monge zen, Bokuju, disse, Essa é a única meditação que conheço. Enquanto como, eu só como. Enquanto caminho, eu só caminho. E quando sinto sono, eu durmo. O que quer que aconteça, acontece. Eu nunca interfiro .
Isso é tudo que há; não interfira. E o que quer que aconteça, deixe acontecer; simplesmente esteja lá presente. Isso irá lhe dar atenciosidade. E quando você tiver atenção, essa técnica está em suas mãos...
Aonde quer que sua atenção ilumine,
Nesse mesmo ponto,
Experiencie.
Apenas lembre-se de você mesmo.
Há uma razão profunda devido a qual essa técnica pode ser de ajuda. Você pode jogar uma bola e atingir a parede; a bola irá retornar. Quando você olha para uma flor ou para um rosto, uma certa energia está sendo lançada; seu olhar é energia. E você não está cônscio que, quando olha, você está investindo alguma energia, você está lançando alguma energia. Uma certa quantidade de sua energia, de sua energia de vida, está sendo lançada.
Eis porque você se sente exaurido após olhar na rua o dia todo: pessoas passando, anúncios, a multidão, as lojas. Olhando para tudo você se sente exaurido e então você quer fechar seus olhos para relaxar. O que aconteceu? Por que você está se sentindo tão cansado? Você esteve jogando fora energia.
Buda e Mahavira ambos insistiam que seus monges não deviam olhar demais; eles deviam se concentrar no chão. Buda diz que você só pode olhar até adiante de seus pés. Não olhe para lugar nenhum. Olhe somente para o caminho onde você está se locomovendo.
Olhar quatro pés adiante é o bastante, porque quando você caminhou quatro pés, novamente você estará olhando a distância de quatro pés adiante. Não olhe mais do que isso, assim você não irá desperdiçar energia desnecessariamente.
Quando você olha, você está lançando uma certa quantidade de energia. Espere, fique silencioso, permita essa energia retornar. E você ficará surpreso. Se você permitir a energia retornar, você nunca irá se sentir cansado. Faça isso. Amanhã de manhã, tente-o Seja silencioso, Olhe para algo. Fique em silêncio, não pense nisso, e espere pacientemente por um simples momento; a energia retornará; de fato, você pode ser revitalizado.
As pessoas me perguntam continuamente. Eu continuo lendo continuamente, assim eles me perguntam, "Por que seus olhos ainda estão ok? Você devia estar usando lentes há muito tempo ".
Você pode ler, mas se você está lendo silenciosamente sem nenhum pensamento, a energia retorna. Ela nunca é desperdiçada. Você nunca se sente cansado. Por toda minha vida eu estive lendo doze horas por dia, às vezes até dezoito horas por dia, mas nunca senti nenhum cansaço. Nunca senti nada em meus olhos, qualquer cansaço.
Sem pensamento a energia retorna; não há nenhuma barreira. E se você estiver lá presente para reabsorvê-la, e essa reabsorção é rejuvenescedora. Ao invés de seus olhos se sentirem cansados eles ficam mais relaxados, mais vitalizados, repletos de energia.
Osho, em "The Book of Secrets"
As sementes do Girassol
Colhi sementes do girassol, estavam umidas pela manhã devido a chuva pesada de ontem. Agora estão na bacia pegando o sol forte para secarem. Plantei dois tipos de girassol: aquele imenso, uma só cabeça na ponta do caule e o outro, mais ornamental, amarelo avermelhado, com várias inflorescências nas axilas das folhas.
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