Hoje plantei ruculas. São plantas fáceis de cultivar e crescem muito rápido. Mas nem todos gostam dela, é aquele caso de amor ou ódio, devido ao sabor forte e picante.
Sempre tenho sementes dela. Quando consigo uma boa colheita aproveito para fazer a tradicional pizza com tomate seco. A rúcula tem conseguido bastante prestígio devido a esta combinação.
De qualquer forma é uma das minhas saladas favoritas.
Acredita em plantio influenciado pela fase da lua? Eu nunca dei muita importância mas começo a mudar de opinião. As ultimas ruculas que cultivei nasceram de modo desuniforme e fracas. Não tenho explicação para este fato, a não ser a lua. Como não lembro em que fase da lua plantei não poderei ter certeza. De qualquer modo fiz outra tentativa hoje e estamos na lua crescente. Agora é observar e ver como será...
Pesquisando um pouco sobre as rúculas descobri que elas tiveram fama de afrodisiacas no passado. Até foram proibidas nos mosteiros europeus. Ela tem origem européia e asiática e constava do cardápio de gregos e romanos. Em inglês é chamada de rocket. Fiquei pensando que deve ter recebido este nome devido a sua velocidade de crescimento.
Para plantar é fácil. Escolha um local ensolarado, solo com bastante matéria orgânica e faça sulcos com espaçamento de 15-20 cm e 0,5 cm de profundidade. Coloque as sementes. Cuidado, são pequenas e podem ficar amontoadas. Tente colocá-las de maneira uniforme. De qualquer maneira algumas crescerão amontoadas e vão necessitar de raleio. A vantagem é que podemos comer as pequenas mudas em excesso. Eu costumo ralear várias vezes, aumentando o espaçamento entre as plantas até que fiquem com espaçamento de 5 cm nas fileiras. Mas nada muito preciso, não vá usar régua para isso nem criar algum tipo de paranóia milimétrica.
Não descuide da irrigação. Elas não gostam de solo seco. Use o bom senso, nada de excesso também, afinal rúcula não é planta aquática.
Podem ser cultivadas em vasos e floreiras que tenham pelo menos 20 cm de altura.
Um canteiro, um vaso, algumas plantas. Sementes da mente atenta, cuidados com o solo da imaginação. Abundância e felicidade.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
flores do outono
| Tithonia speciosa (Hook.)Hook ex Griseb. Girassol Mexicano O Girassol Mexicano, como diz o nome, é uma planta originária do México e que produz estas incríveis flores laranja. Atrai muitas borboletas alaranjadas também. Comprei um pacote de sementes da Isla e semeei em final de janeiro, antes de sair em férias. Ela cresce rápido, em dois meses já está mais alta que eu e repleta de flores Gosta de locais ensolarados mas não tolera as geadas. Diz a lenda que só se planta uma vez, depois ela nasce sozinha e até pode ficar fora de controle, meio invasora (nome feio para uma planta tão bonita). A outra, que também está em floração é o Cosmos. Lembra os jardins da vovó, aqueles cheios de flores msituradas. Também é mexicana mas muito comum no Brasil. Produz muitas sementes, que nascem fácil e que também podem roubar a festa, ou seja, espalharem-se descontroladamente. As sementes vieram do CEBB- Viamão (Centro de Estudos Budistas Bodisatva) e tem uma história interessante. Foram presentes do Peter Webb, permacultor experiente, que nos ajudou a transformar uma estrada abandonada numa floresta com muitas árvores e flores crescendo. Ele nos instruiu a colocar um pouco destas sementes junto as mudas de árvores que estávamos plantando para "Atrair movimento e estimular a vida", naquele terreno tão árido. E funcionou muito bem, as plantas cresceram, trouxeram suas flores amarelas e atrairam muito movimento de abelhas, borboletas e outros polinizadores. Em breve vou começar a colheita de sementes das duas espécies para cultivar e trocar com os amigos. |
| Bidens sulphurea (Cav.) Sch.Bip. Cosmos |
sábado, 12 de fevereiro de 2011
meses sem TV
Desde criança eu era viciado em TV. Até meu pescoço tem a curvatura de quem passou horas na frente da hipnotizante tela, recostado em almofadas no sofá da sala. E assim fui crescendo, acompanhando a programação televisiva se deteriorando. Talvez seja nostalgia mas achava que antes a TV era bem melhor( pelo menos os desenhos animados eram bem melhores).
Minha esposa notava que eu chegava em casa e automaticamente ligava a televisão. Às vezes deixava ligada só pelo falatório dentro de casa. Minha casa anterior tinha antena parabólica então eu assistia a Cultura, TV Escola e Futura. Gostava porque era onde encontrava programas legais para minha filha e não tinham publicidade infantil, muito perigosa para crianças.
Depois mudei de casa e, apertado de grana, improvisei uma anteninha interna. Pegou super mal, com muito chuvisqueiro e tendo que mexer na antena, regulando tudo a cada novo canal. E mesmo assim, imagem ruim. Pior, imagem boa só da Globo...
Dai pensei "deixa assim, quando melhorar as condições financeiras boto uma TV por assinatura".
Fui me aborrecendo com a TV, cada vez ligava menos. E agora nem ligo mais.
E descobri mil prazeres, alguns novos, outros esquecidos. Olhar para o céu, conversar com as pessoas, sair para caminhadas noturnas, folhear revistas, caprichar na janta, ouvir música...
Também fiquei livre de um bocado de negatividade. Nada de refeições com o Jornal Nacional ao fundo, descrevendo tragédias e colocando medo como tempero da comida. Sons de grilo lá fora, vento nas árvores, o cachorro do vizinho latindo, os sons reais que eu não percebia. Noites de sono mais tranquilas e a percepção de que o mundo não é o que passa pela TV. Aquilo é só uma versão de mal gosto de um mundo muito bonito.
Agradeço a minha anteninha que não funciona. Graças a ela, minhas horas em casa ganharam qualidade e diversidade de experiências. Por enquanto nem penso mais na TV por assinatura. Encontrei boas coisas para curtir e sem ter que pagar mensalidade.
Experimente você também.
| fonte:www.culturamix.com |
Desde criança eu era viciado em TV. Até meu pescoço tem a curvatura de quem passou horas na frente da hipnotizante tela, recostado em almofadas no sofá da sala. E assim fui crescendo, acompanhando a programação televisiva se deteriorando. Talvez seja nostalgia mas achava que antes a TV era bem melhor( pelo menos os desenhos animados eram bem melhores).
Minha esposa notava que eu chegava em casa e automaticamente ligava a televisão. Às vezes deixava ligada só pelo falatório dentro de casa. Minha casa anterior tinha antena parabólica então eu assistia a Cultura, TV Escola e Futura. Gostava porque era onde encontrava programas legais para minha filha e não tinham publicidade infantil, muito perigosa para crianças.
Depois mudei de casa e, apertado de grana, improvisei uma anteninha interna. Pegou super mal, com muito chuvisqueiro e tendo que mexer na antena, regulando tudo a cada novo canal. E mesmo assim, imagem ruim. Pior, imagem boa só da Globo...
Dai pensei "deixa assim, quando melhorar as condições financeiras boto uma TV por assinatura".
Fui me aborrecendo com a TV, cada vez ligava menos. E agora nem ligo mais.
E descobri mil prazeres, alguns novos, outros esquecidos. Olhar para o céu, conversar com as pessoas, sair para caminhadas noturnas, folhear revistas, caprichar na janta, ouvir música...
Também fiquei livre de um bocado de negatividade. Nada de refeições com o Jornal Nacional ao fundo, descrevendo tragédias e colocando medo como tempero da comida. Sons de grilo lá fora, vento nas árvores, o cachorro do vizinho latindo, os sons reais que eu não percebia. Noites de sono mais tranquilas e a percepção de que o mundo não é o que passa pela TV. Aquilo é só uma versão de mal gosto de um mundo muito bonito.
Agradeço a minha anteninha que não funciona. Graças a ela, minhas horas em casa ganharam qualidade e diversidade de experiências. Por enquanto nem penso mais na TV por assinatura. Encontrei boas coisas para curtir e sem ter que pagar mensalidade.
Experimente você também.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Uma semana sem sacolas plásticas
Esta semana decidi não levar sacolas plásticas para casa. Apesar de estar consciente do impacto que as tais sacolinhas causam no meio ambiente o que mais me motivou foi encontrar o blog De Verde Casa da espertissima Juliana Valentini. Tão esperta que foi ela que inventou aquele origami de jornal para substituir a sacolinha no cesto de papel higiênico, que acabou rodando pela web afora.
Dai vendo os exemplos da Juliana acabei criando vergonha na cara e partindo para a ação. Catei duas sacolas de pano e deixei estrategicamente em cima do banco do carro, para não esquecer. Fui ao super temendo que eles quisessem empacotar minhas sacolas no guarda-volumes. Mas foi tranquilo, joguei as sacolas no carrinho e fui as compras. Na hora de passar pelo caixa a moça automaticamente pegou as plásticas e eu entreguei as de pano. Beleza!
E fui olhando para os lados, percebendo a quantidade absurda de sacolas que as pessoas iam carregando. Não encontrei um parceiro de sacola de pano.
No segundo dia, esqueci as sacolas. Mas no Bourbon da Ipiranga eles deixam umas caixas de papelão para quem quer optar pelo reaproveitamento das embalagens. Foi o que fiz. E ainda aproveitei a caixa para colocar lixo seco em casa.
Fui percebendo meu habito pela sacolinha em vários momentos e fazendo a desprogramação do meu cérebro. Colhi umas pimentas para levar para o dono do restaurante onde almoço (ele faz um molho ótimo). Quando vi estava procurando uma sacola para o transporte. Cai na real e coloquei tudo na de pano. Ele ficou feliz com o presente, porém me devolveu a sacola, cuidadosamente dobrada dentro de um saquinho de plástico transparente. Fiquei meio sem jeito e,sem saber o que fazer, aceitei assim mesmo, pensando em maneiras de reaproveitar aquela embalagem. Vou usar para guardar alguma coisa na geladeira, sei lá.
Ontem preparei um substrato para minha mãe plantar violetas. Tudo pronto e minha mente ansiava por uma sacola novamente. Num acesso de lucidez e insistência coloquei tudo numa bacia dentro do carro. Certo.
Hojé é quinta-feira. Nenhuma sacola nova em casa até o momento.
O melhor de tudo é que muda o olhar e percebo meus automatismos com as abundantes e disponíveis sacolas. E noto claramente os lixos desnecessários que vamos produzindo sem pensar. Está servindo para perceber e trabalhar estas marcas mentais e todos este Karmas.
Afinal, cuidar do planeta é uma constante prática de mente atenta.
Que todos possam se beneficiar e que as sacolas de pano sejam vitoriosas.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
a colheita dos tomates
Comecei a colher os tomates cerejas, com suas cores vibrantes e sabor adocicado.
Estão bem produtivos, cuidei deles com dedicação. Pena foi o ataque de uns percevejos chupões que mataram alguns pés. Mesmo assim, vai dar para uma salada saudável e, melhor, sem venenos.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
trabalho do dia
voltei da horta, dos trabalhos diários.
gentilmente cobri o solo com palha, entre pequenos feijões.
olhei atentamente os tomates, pude sorrir para eles,
briguei com um percevejo que os sugava.
irriguei as sementes que enterrei, girassol mexicano, zinias e feijões de vagem.
e, por instantes, acompanhei o voar das borboletas.
gentilmente cobri o solo com palha, entre pequenos feijões.
olhei atentamente os tomates, pude sorrir para eles,
briguei com um percevejo que os sugava.
irriguei as sementes que enterrei, girassol mexicano, zinias e feijões de vagem.
e, por instantes, acompanhei o voar das borboletas.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Girassol
Depois das férias encontrei este presente no canteiro. Aquela pequena semente que enterrei trouxe esta flor.
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